sexta-feira, 20 de março de 2009

Mal te quero

Eu perdi alguma coisa na manhã passada que eu não consigo encontrar de jeito nenhum, não é algo que me doa por ter perdido, mas me faz falta, uma pequena, uma quase imperceptível falta, não quero encontrar, procurei até por um tempo, acho que por umas duas horas isso se fez importante no meu dia, mas cansei muito rápido de procurar, e então com o corpo suado me joguei no sofá, tentando recordar algo que eu não sabia por onde começar. Mas foi uma euforia quando descobri que eu tinha tanta felicidade e tantos sorrisos guardados dentro de mim, e os libertei ali mesmo, jogada no sofá ouvindo musicas da Blitz e tomando café (...). Eu sonhei com ela a noite, mas não foi sonho bom, nem foi sonho ruim, foi um sonho indiferente, acordei achando ela a mesma inútil de sempre. Ela não me deus bons momentos, nem beijos cinematográficos, nem companhias agradáveis no café bar que eu tanto gosto de ir. Ela não me escreveu poesias e nem mesmo gostava de ler as minhas, não me levava na aula, e não fazia questão de freqüentar a minha casa. Ela nem mesmo gostava da lua, do por do sol, das nuvens, de filosofar em grupo, não sabia apreciar uma boa música, ou quem sabe uma boa comida num restaurante melhor, ela chorava quando bebia, e tinha cheiro de shampoo, fumava cigarro barato e tinha as unhas mal cuidadas, ela não falava de sentimentos, e tinha a face obscura, triste, perversa, solitária. Ela não me olhava nos olhos, e por isso, não sei que cor eles tinham. Ela me tratava como quais a tratavam, com mil pedras nas mãos e nenhum sentimento no coração. Ela não aceitou o fim. Mas ai eu tive que dizer minha querida, eu não dou a mínima e desliguei o telefone.

2 comentários:

D. Cristien disse...

Só não se seca no sol ainda, mas quem sabe num futuro ela n se seque?

gica beerhouse disse...

um pouco triste, mas ainda bem que existe vida além...