sexta-feira, 22 de maio de 2009

“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 19 de maio de 2009

O beijo na testa


Adormecido em meu colo, foi assim que ele se despediu de mim, um ultimo colo! Um ultimo sonho, eu ali, passando as mãos nos seus cabelos desajeitados sabendo do fim já anunciado, por mim. Ele colocou a música da Marketa antes de dormir, a qual ele sabia que eu ouvia todas as noites antes de dormir, foi assim que ele se despediu. Olhou-me, e se agarrou em mim debaixo das cobertas, e a música soava, me entregando o momento (...). Olhando para você dormindo, eu estou com o homem que amo, estou aqui sentado em prantos, enquanto que as horas passam tão lentamente e eu sei que pela manhã eu vou ter que deixar você ir e você será apenas um homem uma vez que eu usei para saber e, para estes últimos dias, alguém que eu não reconheço. Isso não é só culpa minha (...). Minhas mãos te apertaram, meus olhos umedeceram, e eu não deixei que você percebesse, eu passei a noite acordada esperando sentir seu coração dormir, desfiz seu abraço, peguei minha manta e coloquei a minha calça de jeans, e de recordação, vesti um casaco seu. Dei-lhe um beijo na testa, deixando cair sobre seus olhos uma lagrima, e no espelho do banheiro escrevi com o meu batom vermelho, que você adorava ficar marcado, ' e quando eu ficar realmente sozinha, penso em você sorrindo'. Deixei prá trás a história inacabada mais linda que já vivi, por necessidade, de guardar dentro de mim você.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Quando eu viajo, meu coração sonha"

Francisco Moro da Silva, 3 anos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Com pedaços de chocolate pela sala, uma coca-cola sem gás na geladeira, louça na pia esperando, e no quarto, dois corpos se aquecendo ouvindo muse durante todo o feriado. Da boca dela, ao ouvido do ser amado soa-se um eu te amo, sussurrado, acanhado, da boca do ser amado ela sente o beijo. Do beijo dela o ser amado abraça do abraço do ser amado ela ama. Do ser amado e dela exala o amor. Aquele que ela lia todas as manhãs na coluna da colunista mais chata do jornal, mas que ela lia, por que amor, quando não se tem, é chato. Quanto se tem, é amor.