terça-feira, 8 de abril de 2008

conto parte 2

Cantalorando e sem tirar aquele sorriso sarcastico da boca, pegava as coisas dançando, e rindo ( do que é que não se sabe direito), arrastou a mesa até a varanda, mas arrastou mesmo, pra que todos ouvissem aquele barulho terrivel e todos acordassem, e seu riso aumentava a cada reclamação que levava, e quando isso acontecia, era tomado de uma sensação estranhemente boa, aquela sensação que uma criança sente quando faz alguma coisa de errado, e continua a fazer justamente por ser errado. Sentou na cadeira, e mesmo a varanda sendo minuscula, ele sentou-se ali, e tomou seu café da manhã como se fosse o ultimo a tomar. Tomava com uma felicidade nunca existida em seu corpo em anos. Enquanto tomava café, a campainha tocou:
- Bom dia Senhor, vim lhe trazer uma carta.
- Hum. disse ele - uma carta.
- Sim senhor, uma carta.
- E posso saber quem que mandou essa maldita carta bem na hora da minha refeição matinal?
- É...é... é só o senhor assinar aqui que poderá pegar a carta. respondeu o carteito sem jeito
- Assinar? e como vou saber que você não vai usar a minha assinatura para alguma coisa???? Não assinarei, e quer saber, saia daqui. Não quero carta, nenhuma.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

[ Começarei a postar um conto que estou escrevendo, logo abaixo está o inicio dele, obrigada pela atenção

Supostamente tudo foi suposto pela suposição

E quando acordou realmente sentiu aquela ironia tocar a ponta do seu pé e enquanto levantava, assim, lentamente, ela ia percorrendo todas as partes amargas de seu corpo, os poucos ia se tornando sutilmente irônico, percorreu suas coxas, seu estômago, e ela foram entrando, percorrendo seu corpo sem pedir permissão, chegou ao pescoço, a boca mudou de amarga para irônica, levantou bruscamente, e com aquele sorriso irônico desceu até a padaria, pediu 5 cacetinhos em uma padaria de São Paulo.
- como assim senhor? Cacetinhos?
- Sim, eu gostaria de comer 5 cacetinhos deliciosos e quentes. Mas quentes, entendeu?.
Apesar da confusão, lá saiu ele com seus 5 cacetinhos e com o saco na mão. Sorria, ironicamente ele sorria, e fazia isso com a sutileza de uma dama de honra. Caminhava na rua com passos firmes, fortes, quase quebrava o piso do seu apartamento. Mas tudo nesse dia tinha um propósito, nesse caso era o de incomodar os vizinhos do apartamento de baixo. Ahh, como ele se sentia bem naquele dia. Tudo que ele fazia estava lhe dando prazer. Há quanto tempo ele não sentia seu corpo sentir prazer. Como era boa aquela sensação.

terça-feira, 25 de março de 2008


E de repente

As suas palavras dominavam meus desejos

Meu corpo não se controlava

Meu desejo era você.

Meu desejo é você.

E de repente

Meu corpo necessitava do seu.

Meu corpo necessita do seu

Mais

Sempre mais.

E a cada palavra dita

Meu corpo correspondia

E você sabe disso

Faz assim

De mansinho

Fala de tudo que ainda vai fazer comigo

Fala assim

Com uma cara maliciosa

Você é maliciosa!

Uma maliciosa romântica.

Quer combinação mais perfeita

Que amor e malicia?

Você faz de tudo pra me provocar

Me provoca

E faz mais e mais.

Sabe como roubar a cena do meu coração

Fez isso com uma súbita elegância.

E tudo foi assim

Súbito.

Quando vi

A cada palavra sua dita

Meu coração pulsava mais rápido.

A cada provocação sua

Meu corpo suplicava pelo seu.

E eu me perguntava – que é isso?

E tudo foi muito estranho

E num instante

Me vi com os olhos fechados

E senti você ao meu lado

E tudo que eu sempre sonhei

Acontecendo.

Já não sei conter meus desejos

Minhas vontades estão se tornando

Incontroláveis

E eu já não quero pensar em nada

Nem em ninguém

Só quero mais dessa sua malicia amorosa.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Eu, você e a solidão.



O que dentro de mim anda mudando? Por que parece que dormi uma pessoa e acordei outra? E tudo aquilo em que eu achava graça já não faz mais sentido, e de uma maneira bruta, transformei minha feição. Gosto dessa nova pessoa que surgiu. Ela faz mais meu jeito de ser. Deveria eu estar triste por ter perdido alguma coisa que antes encantava a todos, mas não, estou sutilmente feliz, com um sorriso sordido no rosto. Estou mais forte, me sinto assim, mais dona de mim. Sem querer a ninguém( ou querer e saber esperar). Sim, esperar. Alguém me deixou ao léu, ao relento, com frio, com fome, com desejos, sentimentos. E dessa espera surgiu a força e a sordidez. Não tenho ninguém, mas quero alguém. Quero quem souber me conquistar. Não quero paixões( essas passam assim como surgem), quero algo como amor e liberdade. Quero reconquistar paixões passadas, conhecer melhor quem não conheci, quero beijos apaixonados, marcas de unhas nas costas, quero suspiro, gemido, e depois, um café e um cigarro. Quero comemorar essa solidão que de mansinho você me trouxe e que me deixa bebada de felicidade. Agora que reconquistei a mim , quero reconquistar você. Tenho eu, agora quero você. A solidão se torna prazerosa quando temos em quem pensar.