quarta-feira, 16 de abril de 2008

Mariana entrando em surto e suas brigas sentimentais contestadoras.



Você conhece suas vontades? Consegue controlar seus desejos? Já foi o tempo em que eu achava fácil e empolgante estar viva. Em que eu achava graça, achava vida na vida, achava estar viva a alegria da minha vida. Mas o que é a vida? Somos constantemente rodeados de interrogações e situações que não fazem sentido. Desejo tanta coisa e não faço nem metade do que desejo. Não por preguiça, ou falta de disposição, não faço por que nada me impulsiona a fazer. Trabalhar, voltar cansado pra casa em meio a um turbilhão de problemas sem sentido( milhões de pessoas vivem assim e se dizem felizes). Alguém se sente empolgado em viver assim? Vou largar tudo pela metade e saciar minhas vontades, aquelas vontades suculentas que aparecem de repente. Quando uma vontade suculenta bater dentro de mim não vou pensar nem uma vez, eu vou sacia-la, me deliciar com o prazer temeroso da conquista dela. Você já se perguntou se é feliz? Você pode estar feliz. Mas você certamente não o é. Ninguém é. Agora, você ja se perguntou se é triste? Sim, todos somos tristes. Ninguém apenas está triste, somos tristes 24 horas por dia. O que aparece vez ou outra é a felicidade, alguma coisa que faz a gente pensar que é feliz e camufla aquela tristeza que anda com a gente eternamente. Apesar de tudo isso, eu ainda procuro( e vou procurar sempre) o caminho da minha suprema felicidade. Apesar de....chega de pesares né?
Cansei de pensar.

Pensamentos

Queria poder saber não pensar por alguns momentos, certamente eu seria mais feliz e tudo seria mais fácil!

terça-feira, 8 de abril de 2008

conto parte 2

Cantalorando e sem tirar aquele sorriso sarcastico da boca, pegava as coisas dançando, e rindo ( do que é que não se sabe direito), arrastou a mesa até a varanda, mas arrastou mesmo, pra que todos ouvissem aquele barulho terrivel e todos acordassem, e seu riso aumentava a cada reclamação que levava, e quando isso acontecia, era tomado de uma sensação estranhemente boa, aquela sensação que uma criança sente quando faz alguma coisa de errado, e continua a fazer justamente por ser errado. Sentou na cadeira, e mesmo a varanda sendo minuscula, ele sentou-se ali, e tomou seu café da manhã como se fosse o ultimo a tomar. Tomava com uma felicidade nunca existida em seu corpo em anos. Enquanto tomava café, a campainha tocou:
- Bom dia Senhor, vim lhe trazer uma carta.
- Hum. disse ele - uma carta.
- Sim senhor, uma carta.
- E posso saber quem que mandou essa maldita carta bem na hora da minha refeição matinal?
- É...é... é só o senhor assinar aqui que poderá pegar a carta. respondeu o carteito sem jeito
- Assinar? e como vou saber que você não vai usar a minha assinatura para alguma coisa???? Não assinarei, e quer saber, saia daqui. Não quero carta, nenhuma.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

[ Começarei a postar um conto que estou escrevendo, logo abaixo está o inicio dele, obrigada pela atenção

Supostamente tudo foi suposto pela suposição

E quando acordou realmente sentiu aquela ironia tocar a ponta do seu pé e enquanto levantava, assim, lentamente, ela ia percorrendo todas as partes amargas de seu corpo, os poucos ia se tornando sutilmente irônico, percorreu suas coxas, seu estômago, e ela foram entrando, percorrendo seu corpo sem pedir permissão, chegou ao pescoço, a boca mudou de amarga para irônica, levantou bruscamente, e com aquele sorriso irônico desceu até a padaria, pediu 5 cacetinhos em uma padaria de São Paulo.
- como assim senhor? Cacetinhos?
- Sim, eu gostaria de comer 5 cacetinhos deliciosos e quentes. Mas quentes, entendeu?.
Apesar da confusão, lá saiu ele com seus 5 cacetinhos e com o saco na mão. Sorria, ironicamente ele sorria, e fazia isso com a sutileza de uma dama de honra. Caminhava na rua com passos firmes, fortes, quase quebrava o piso do seu apartamento. Mas tudo nesse dia tinha um propósito, nesse caso era o de incomodar os vizinhos do apartamento de baixo. Ahh, como ele se sentia bem naquele dia. Tudo que ele fazia estava lhe dando prazer. Há quanto tempo ele não sentia seu corpo sentir prazer. Como era boa aquela sensação.