Morena cor da vida,
Do tom da flor
Do cheiro do amor
Do ímpeto da esperança
Quisera eu, Morpheu,
Viver teu sono
E cantigar tua aura
Enquanto dormes.
Pudera teu, sorriso
Entre lábios carnudos
Vê-los em minha lente
E contemplá-los
Desejá-los meus
Por todo sempre,
Banhando-me de volúpia
Encantadora núpcia.
A sua sombra no breu,
Derramada no tapete
Acaricia o afago,
O apago do abajur
A luz da vida,
A epiderme
A pele morena.
Como a sua.
Escrito por Juliano Vieira, um grande amigo, que fez essa poesia dedicada à mim.