domingo, 22 de setembro de 2013

Fez casa nos meus braços...

                                       
"  Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos: castanhos.
Então me abraça forte e,
Me diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo, (...)"

"Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção."
Legião Urbana



Algumas pessoas passam a vida procurando, outras desistem no meio do caminho, desligam a TV quando passa um filme água com açúcar, fingem que não estão nem ai pra essa coisa de amor e há aquelas que  encontram.

Encontrar alguém para amar, não há como ser ruim. Nesses três anos  e dois meses que estamos juntos já escrevi poemas e bilhetes no café da manhã, mas nunca, nunca um texto sem impessoalidade dedicado completamente a ti, Gabriel.

Hoje me perguntou se eu estava carente porque buscava inspiração para escrever e acertou. Buscava algo para me inspirar e não havia percebido que ali estava você, meu amor, minha inspiração diária, minha luz. Resolvi te escrever, mesmo que durma contigo todas as noites, e tome café da manhã contigo todas as manhãs e mesmo que lhe diga te amo todos os dias, te contar do meu amor por ti nunca é demais, bem sabes que sou romântica ao extremo. 

Eu te amo Gabriel. Amo tanto que me emociono só de pensar no quanto te amo e no quanto nós nos fazemos felizes. 

Amo teu cheiro, teus olhos, tua boca, teu beijo, tua sensibilidade, teu encanto, teu carinho, tua humildade e compaixão, amo tuas ideias e teu toque, amo como diz que me ama e como me abraça, amo teu caminhar e teu jeito singelo de ser. Amo quando fica bravo assistindo um programa de TV ou quando as vezes se irrita por amanhecer chovendo. Amo quando chora de emoção. Amo quando toca seu violão e as músicas que compõe. 
Quando dorme, fico te olhando em silêncio, admirando cada detalhe do seu rosto, te acarinhando, assim posso, todos os dias quando saio, carregar um detalhe teu, um pedacinho de você sempre comigo. Por onde ando, sempre te tenho em mim. 

Não poderia ser mais feliz nessa vida. Eu não poderia ter encontrado alguém melhor para dividir a minha vida. Tu é tão atencioso comigo, tão amoroso e cuidadoso. É minha calmaria, meu recanto de alegria. Nos teus braços me seguro e me sinto tranquila. Quando deito minha cabeça em teu ombro antes de dormir, posso então agradecer por mais um dia. Posso agradecer por viver o amor. 

Ainda fico com frio na barriga toda vez que estás pra chegar, fico esperando te ver, como se fosse a primeira vez, como quando te esperava nos primeiros dias que nos conhecemos. Foi tudo tão rápido! E foi tão lindo pra mim, tão gostoso de viver e sentir. Não esperava de forma alguma ter alguém assim na minha vida tão rápido. Lembro de quando entrou na sala e de como passou na minha cabeça que era você que eu queria.. Fiquei te olhando, no fundo da sala mas não pensei que fosse acontecer realmente. Fui tão tranquila pra esse relacionamento, aos poucos te conhecendo pude identificar o que era gostar e o que era amor, pois percebi o gostar virar amor assim, de súbito. Quando vi, estava a te amar como te amo até hoje e como espero te amar para o resto da vida. És meu, Gabriel.

Sabes bem que sou romântica, que vivo as vezes no mundo paralelo mariana e aqui crio meus planos, meus sonhos e o meu amor por ti se nutre aqui cada vez mais e mais. Se fico longe de ti, eu só penso em ti.

Te admiro tanto, te amo tanto. Tens tantas qualidades, é um homem encantador. O jeito que me cuida, que me trata, é tão bonito. Sou privilegiada em ter você como companheiro nessa vida, e quero fazer de ti um homem muito feliz. Vou fazer de tudo pra te ver sorrindo todos os dias. Você mudou minha vida e sim, respiro amor e nada mais justo que te mostrar isso, já que meu “exagerismo” faz transbordar de mim tanto sentimento, tanto doce, tanto querer. E tudo por ti.

Ainda vamos passar por diversas situações, boas e ruins, mas contigo do meu lado tudo que for ruim, ficará mais fácil de superar e o que for bom será mais gostoso de comemorar.
Te quero, te desejo, te amo, imensamente e loucamente. Meu desejo é cuidar do nosso amor e de ti por todo o tempo em que a vida me permitir. Viver sem você, hoje, seria viver na tristeza. Entrego minha vida a ti.

És meu filme água com açúcar com final feliz. És o meu “ felizes para sempre”. Como que eu sei? Só sei que sei. Por que de mim terás sempre esse amor louco, insano e puro. Pode ser tudo tão clichê, mas o amor não é clichê e brega!?
Minha vida floresceu e cresci mais doce contigo nela. Que vivamos bastante para curtir essa imensidão toda lado a lado, nos divertindo e nos amando muito. 

Da mulher que te ama,

Mariana.


Nada mais justo que escrever ao som de Whitney Houston.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Uma Linda Flor Colhida Na Hora Do Sol Nascente

Quando resolvi aparecer na terra novamente, os seres não-físicos não questionaram-me sobre você, nem me mostraram do outro plano para ver se gostaria de viver minha nova vida contigo. Certamente sabiam eles que tal ato seria desnecessário, escolheria a ti de qualquer forma. És um pedaço de minha alma, que partida foi em pedaços quando morri na vida passada.

Hoje me perguntou, em mais uma de nossas conversas particulares, deitados lado a lado, se lembrava-me dos segredos que me contou. Lembro bem de cada um deles. Talvez seja por isso que hoje lhe entendo tanto, talvez seja por que cresci com tuas falas e tuas poesias, e teus gestos delicados e cheios de sentimentalismos, tuas cantorias de domingo, teu excepcional gosto musical e seu bom humor, com café na cama no domingo e seus bilhetinhos apaixonados completados com uma linda flor colhida na hora do sol nascente. 
Na noite de ano novo, olhando o mar do pequeno apartamento em que moramos, senti como se estivesse dentro de ti, como se eu fosse tu, por alguns segundos tive a nítida sensação de ser você, eu estava em você, eu fui você naqueles eternos segundos. Senti tuas dores, teus amores, teus medos e vontades e senti toda aquela vida intensa que ainda corre por teu corpo. Nesse dia soube que somos mais que pai e filha ou o universo nos concedeu o direito de compreendermos o que é ser um pedaço do outro. 

Sei quando vais me ligar, quando quer me ver, quando estas a chegar. Sei teus passos, teus rastros, tua fome, teu desejo. Sei tudo sobre você, sabes disso. Somos ligados por um laço de amor eterno impossível de ser rompido e nada me agrada mais do que saber que ainda teremos mais do que essa vida juntos.

Passamos por momentos difíceis no último ano e superaremos com a força do nosso amor. Disso não tenho dúvidas, sairemos rindo disso tudo, de mãos dadas romperemos a película que nos assombra e passaremos para o lado da alegria e diversão, unidos, como é pra ser.

O universo me guia todos os dias para segurar você dos tombos da vida, te dar a mão e seguir em frente. Vivo por ti, pela mãe e pelos meus irmãos, faço e farei tudo que for necessário pra nos levantar. Nós seremos, ainda, muito felizes. Nós teremos, ainda, muito sucesso. E nós continuaremos a ter todo esse amor que ainda nos mantem unidos, dentro de todas essas dificuldades nós sairemos ilesos e mais fortes. 

Ainda sou tua pretinha, ainda és meu herói e meu maior exemplo. E mesmo se ocorrer de nessa vida eu partir mais cedo do que queres, assistirei a colheita da nossa vitória do seu lado, de mãos dadas. Talvez, depois de tantas buscas, eu tenha descoberto minha missão e quero que fique calmo se isso acontecer e quero que acalme meus amores terrenos e faça-os aceitar os caminhos que a vida traça. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Em mim, já se fizeste

            Escrevo de longe, te devo algo depois de tanto tempo, este tempo que fiquei a mercê da vida, de suas magnitudes e ensinamentos, trancafiada na minha esfera lunática e cheia de amigos imaginários com os quais compartilhei encenações de choros saudosos do nosso amor, de gargalhadas rolando ao chão como se contasse a ti algo que fiz anos atrás, algo que vivenciamos e é de mim tão distante que dói, essa mistura de fingir ser alegre com a dor imensa que sinto de sei lá o que, só sei que me dói.

Tenho momentos de lucidez que me irritam. O embriagar tem me sido a solução mais palpável aos meus sonhos temerosos e angustiantes que insisto em ter. Sonho contigo em meu colo e meu bem, meu bibelô, como é bom voar sobre as rochas contigo em mim, o real é tão mórbido. Sinto tua falta silenciando minhas loucuras, de compartilhar meus pensamentos com alguém que complete minhas frases quando calo de tanta complexidade, quero hablar contigo meu bem, cadê tu aqui? Em mim tu já se fizeste, sempre. 

Eu finjo estar aqui ou não sei realmente se estou em algum lugar? Até quando torturar-me-ei com esta dúvida, se sou ou se não sou, se quero ou se não quero. Não sou feliz, mas gosto de não ser, é normal? Dirias tu “é normal" e viria com algum calmante psicológico que deixar-me-ia anestesiada, em paz comigo. Contigo eu era, e gostava de ser. Mas agora que não estas aqui, não ser se tornou o ser.

Tango, drama, fecho os olhos e vejo a luz da solidão e danço com ela feito a menina de nove anos emperiquitada com sapatinhos cor de rosa, meia calça branca e vestido branco rodado, com o mesmo olhar de procura que cultivo hoje e sonho em ser ela. 
         Nosso retrato preto e branco preso na parede tira-me do tédio, tiro de lá quando tem visita ou quando ele chega, não quero que ninguém saiba e sinto ser pecado lembrar-se de ti e deitar com ele, embora seja ele muito bom comigo não és tu tocando meu corpo e beijando minha boca, agora sem o vermelho do batom, sem o doce do amor, nego-te na hora.

Vou pro samba sozinha, danço, rodopio, embriago-me e rio, rio feito Exu em dia de festa. Viver?  Eu vivo, com muito gosto. Bebo, trepo, fumo, como, raspo o cabelo e durmo no sol ao meio-dia, por que meu bem, de morrer eu não tenho medo.


domingo, 22 de abril de 2012

Jusqu'à bientôt

Há momentos nessa existência em que essa existência tenta nos mostrar que as coisas podem ser muito além daquilo que achamos que poderíamos compreender. 
Tenho tido dores de tensão, tenho enfrentado situações que possivelmente quem me vê com livros nas mãos, conversando no intervalo da faculdade, fumando um cigarro (agora, artigo de luxo) talvez não imagine que tal situação seja de tamanha dificuldade, dessas em que se pensa se vale a pena continuar vivo, tenho enfrentado e conseguido passar ilesa (ao menos fisicamente) e imagino, com meu cigarro na mão, vendo às estrelas a noite, num final de semana de frio se isso terá fim, e sonho com esse fim, e meus amigos, a esperança é minha maior aliada, essa palavra, essa coisa que faz com que nos levantemos pela manha imaginando, acreditando, crendo que essa luz que tanto falam, sim, ela há de existir no fim do mundo. Esperemos esperança!
Tenho achado o som das palavras das conversas das pessoas tão nojento, finjo que escuto, finjo que falo, concordo com que todos concordam, discordo do que todos discordam, minha experiência mostrou-me que o esforço em discordar é inútil, guardo comigo essa sabedoria e deixo assim, pensarem que sou estúpida, não me sinto estúpida, mas tanto faz. Já não choro mais, algumas pessoas já não acreditam em mim, acho que se comentar qualquer coisa sobre qualquer experiência que tenha tido tachar-me-iam de louca, seria a caça as bruxas, sim, ainda temos isso nos dias de hoje, das pessoas evoluídas, das mulheres independentes, mas que ainda bajulam seus homens com mesas postas e incrivelmente impecáveis, aguentando desaforos e reclamações da comida não feita de acordo com seu gosto, com medo e receio de que de outra forma não mais as queiram. Já faz um ano que não escrevo, fiquei neste marasmo introspectivo, feito um observatório das relações humanas. Vi, ouvi, deduzi e confirmei tantas coisas que deixo para outro dia, hoje é para matar o lapso temporal do blog.


Jusqu'à bientôt!





sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cega

Acredite quando eu digo
eu não sei o que pode acontecer nesse dia
mas eu sei...
eu sei que preciso dele nessa loucura toda
Arricar tudo
as vezes pode ser a melhor alternativa.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cores e sabores


Parece feito de sonhos
Um canto
Uma poesia
Riso de criança
Do poeta livre apaixonado
De barulho do mar
Pés descalços na fina areia
Quente
Sol a queima roupa
É o meu amor
Sem definição
Ou suposição
Forte feito vento norte
Que varre das ruas do meu coração
Qualquer vestígio de dor 
Surgiu lento, seguro, confiante
Cheio de cores e sabores
Formatos geométricos
Coisas mirabolantes
Ah, o meu amor
É o suspiro mais aliviado
Minha pílula da alegria
A viagem mais bonita
Quero mais
Mais
   Mais...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um pedaço do meu caminhar

É fonte de divino sumo frutífero,
Gosto forte de amor
Vindouro em meus dias.
Aquece com os lábios
Parte a parte de meu corpo,
Toque suave
Da ponta dos dedos
Arrepia a tatuagem.
Desvenda meus segredos
Com a intensidade castanha do seu olhar,
Fita-me,
E deixa-me sem palavras.
Quero dizer-te tantas paixões,
Frases, textos, histórias,
Declamar os poemas empoeirados
Que guardei pra quem me fizesse
Doer o rosto de tanto sorrir.
Mas não consigo dizer
O quão adoro
Adorar você.
Na timidez dos meus sentimentos,
Paquero o seu olhar,
Tentando deixar transparecer
Um pouco do muito
Que sinto por ti.
Acendo um cigarro, e sorrio
Agarrada,
Enlaçada em seu corpo.
Meus pensamentos se misturam,
Tal quais nossas pernas.
É um homem indescritível,
Que meu coração gosta de apreciar,
Carrega agora contigo
Um pedaço do meu caminhar.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Num domingo chuvoso de setembro

Eis que acordo
E fico a te olhar,
Nu sobre a cama,
Tomo um papel e um lápis
E rapidamente uma doce poesia
Flui das minhas mãos
E enquanto te observo dormir
Penso
O que vou ter que dar em troca
Ao mundo
por te ter aqui
meu,
de uma forma tão intensa.
Um sentimento de imensidão
invade meu corpo,
acendo um cigarro
e espero que abra os olhos,
belos olhos,
pra que eu possa sentir
você.
Ao som acústico
De qualquer coisa que toca no rádio
Preparo um café pra nós dois
e te mimo,
Num domingo chuvoso de setembro.




                                                                                                        Para uma pessoa muito especial.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Como posso querer voar, se presa aos meus pés esta a realidade?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quero um café, um beijo e um poeta.Ou melhor, um beijo do poeta.
Quero dormir abraçada nele ou não dormir, apenas abraçar.
Cadê ele?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Então é isso?


Linda é a gaivota, queria ser como ela, certeira no mergulho, um segundo no céu, outro no mar, sumindo por que quer sumir. À medida que vou me afastando de você o mundo me apresenta cores, eu não conhecia as cores, a cor do mar, a brisa suave do inverno a beira-mar. Que faço eu aqui? Pergunto-me todos os dias num amanhecer solitário em um lugar que aos poucos estou conseguindo chamar de casa, mas solitária, embora as cores sejam lindas, embora a brisa seja suave, embora, embora, por que eu fui embora?
Fugi de alguma coisa.
Fugi de mim, parte de mim.
Fugi e não acho ninguém para ser o meu refugio. 
Que faço eu agora?
Não sei se ao fechar os olhos vou dormir, não sei se ao fechar os olhos vou conseguir abrir.
Tenho saudade, mas aqui tem sido tão lindo.
Quero trazer meu canto para cá, voar com as gaivotas, e sumir com as gaivotas. No dia de lua cheia, lá perto da praia, vi uma gaivota branca voar, a luz da lua bateu no branco das penas da gaivota e tudo ficou fosforescente. Foi divino! Ali eu tive a sensação de estar vivendo. Eu estou vivendo. Você me entende? Você já me ouviu falar isso? Eu estou vivendo. Meu Deus estou viva. E você não esta aqui para ver isso. Você não esta aqui. Por que você não está aqui?
Se culpados fomos nós, que a espera de um amor sofremos simplesmente por querer, saber esperar não é próprio do amor, amor é rápido, certeiro, te leva do céu ao mar em menos de um segundo. Feito o vôo das gaivotas. Se culpados fomos nós, não há culpa a ser dividida.

La double vie de Veronique

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Despeço-me

Estou passando pelo ritual de despedida! É maravilhoso ver tudo o que eu queria se concretizando, mas a dor de perder a rotina junto das pessoas que eu amo faz com que eu sinta a presença constante da dor, de uma tristeza sem explicações, que dói por pensar em sentir. Tardiamente vou deixar o ninho, e como boa canceriana, se pudesse, adiaria mais ainda esse vôo se soubesse que a falta seria gélida ainda mesmo sem sair de casa. Digo que vou mudar de cidade, estado, mas não de casa, a minha casa é onde estão as pessoas que eu amo, onde estiverem elas, estarei em casa.


Estou assim, fechada no meu mundo, por que tudo é um ritual de despedida, despeço-me do boa noite do meu pai todas as noites antes de dormir, do bom dia da minha mãe, abraçando-me, chorando, dizendo que vai sentir muito a minha falta, dos beijos e abraços de pescoço do Francisco, e do sorriso solar do João, daqueles que olhamos e pensamos: “ como é bom viver, só pra te ver” e das conversas, olhares, revelações, da minha irmã Carol, a qual eu admiro sem vergonha. Sei que vou sentir falta até mesmo dos ataques noturnos em dia de lua cheia da coração, latindo sem me deixar dormir, e dos miados do meu velho bichano, exigindo carinho.

Ontem a noite, insone, pensei na falta que todas essas coisas vão me fazer, e do medo que estou sentindo, é um medo, mas é também a coragem de uma menina que não consegue crescer. Faz pouco tempo que me descobri mulher, tirei do meu próprio olhar a imagem infantil que carregava sobre mim.

Não consigo explicar as mudanças que aconteceram, porem sei que elas aconteceram. Já não teria coragem hoje de fazer as coisas que já fiz, entretanto tenho coragem para fazer outras coisas, diga-se de passagem, bem mais gratificantes.

O ritual de despedida dói! E trás a tona muitas coisas que já vivi, vivencias que quero esquecer, mas que sempre lembro, por que faz parte de mim, queira eu ou não, e tudo faz parte de um ciclo clichê, errar, aprender,errar, aprender, errar, errar, errar... é divino pensar que podemos aprender com os nossos próprios erros, achei que isso fosse besteira de mãe e pai, mas é a mais pura verdade, e para isso precisa-se apenas viver!

Olho no espelho do banheiro e encaro essa minha face medrosa, meio sem querer olhar, e vejo que as gotas de suor exalam nostalgia. Tornei-me chata nesses dias, é tudo culpa do ritual de despedida, choro, grito, berro, choro de novo...

Temo ter que sair de casa com uma placa: “ em ritual de despedida”

Despeço-me da grama, das casas dos vizinhos, das paredes do meu quarto, do gosto do cigarro fumado junto com o meu pai, das lagrimas dos meus irmãos, dos desabafos da minha mãe, despeço-me de uma parte da minha vida, parte essa que não vou mais estar assim, 24 horas por dia presente para poder cuidar, acalentar, segurar pra ninguém machucar-se.

Espero que a vida por lá seja mais feliz do que a vida que tenho aqui!

Estou em ritual de despedida.


Para as pessoas para quem eu docemente vivo...



Mariana Moro da Silva

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Galope



O gato miava desesperadamente, um miado constante, eu não sabia se terminava o cigarro, se jogava, fora, o ultimo cigarro que eu tinha, se matava o gato, ou se pegava ele no colo, dando algum tipo de carinho, mas eu não queria, eu não queria dar carinho a ninguém, mas ele insistia, e eu gritava, com a boca cheia de fumaça, desesperada com o desespero do miado dele. O que fazer? Era um dia maluco, eu não havia comido nada, a casa estava vazia e o gato miava, me deixando mais enjoada do que a falta de comida no estomago, a tontura, eu não sabia se era por causa do cigarro, do miado, dele, da casa vazia ou da falta de comida. Era um ser sedento de carinho, implorando para alguém que não poderia dar o que ele queria. Eu não queria. Eu só queria fumar meu ultimo cigarro em paz deitar novamente na minha cama, com o meu corpo desajeitado, ler meu livro, e assim terminar o dia. Mas tudo aquilo dentro de mim começou a sufocar, e tantas outras coisas começaram a surgir na minha cabeça, coisas que eu não queria lembrar, coisas que eu não queria pensar, que a muito eu tenho socado para um canto escuro dentro de mim, que me faziam mal, que embrulhavam meu estomago. Por um momento, peguei o que parecia ser uma lâmina de barbear enferrujada, e fiquei ali, ouvindo o miado, sentindo o enjôo, e olhando para a lâmina em minhas mãos pensando que eu poderia acabar com aquilo tudo naquela hora, matar ele, com um corte na garganta, fingindo dar carinho. Mas eu sabia que não conseguiria. Como não havia conseguido tantas outras coisas. Pensei estar louca. Devo estar louca. Larguei aquilo que parecia uma lamina, o cigarro acabou, corri para o quarto com as mãos tapando os ouvidos, fechei os olhos, como se esse ato fizesse tudo acabar, eu esperava tudo acabar. Foi quando ele chegou, abriu a porta, e eu, encerrada no quarto, larguei um grito estridente, sentindo apenas seu corpo envolto ao meu, me embalando, dizendo que estava tudo bem, eu ainda não abrira os olhos, receosa, um animal ferido sem caminho a seguir, mas eu sabia que era ele, e embora eu ainda tivesse mágoa de todas as coisas que haviam acontecido, não podia recuar, simplesmente me soltar dos seus braços, porque era ali que eu queria estar, bem, nos seus braços, acalentada. Permanecemos assim durante um tempo, em silêncio. Apenas envoltos. Eu queria perguntar todas as coisas que eu tinha guardado, e que nas cartas nunca consegui escrever, embora fizesse tanto tempo desde a ultima que eu havia mandado. Sempre esqueci de trocar a fechadura, sempre deixei pra depois, e depois e depois, como tudo. Também nunca pensei que ele pudesse, então, tornar a abrir essa mesma porta pela qual ele se foi, me deixando aos prantos, sozinha, gata solitária, desamparada, numa madrugada fria de junho. As explicações vieram dele, ou melhor, não foram explicações, foram lamentações, pedido de ajuda, clemência. Abri os olhos e avistei aquele rosto angelical, feito criança, sempre teve esse rosto angelical, só que agora tinha um resquício de barba mal feita, passei a mão direita lentamente sobre o seu rosto, sentindo a aspereza da superfície que durante muitas manhãs eu beijava, com muito amor, amor que um dia eu tive, amor que eu não sabia aonde se encontrava, estava entalado, preso, sufocando em algum porão minúsculo. Ele pediu pra ficar, disse tantas outras coisas, coisas que eu não conseguia ouvir, só observar, observar, nada mais daquelas coisas me importavam, eu o aceitaria de volta sem discutir, estava cansada, polida, mal tratada, com o rosto indiscutivelmente traindo a minha beleza jovial daqueles tempos, pouco me importava se tivesse outra, outro, se tivesse tido qualquer coisa que pudesse ter sido maior do que nós tivéssemos tido, tanto fazia, tanto fazia, eu apenas o abracei, dei um beijo na boca, e desmaiei. Falta de comida, e uma grande quantidade de cigarro num curto espaço de tempo. Ele me deixou dormir, disse ele. Acordei com a luz da madrugada, - um dia ainda quebro a luz desse poste. Pensei. A boca seca com gosto de alguma coisa nojenta, ainda estava enjoada, corri para o banheiro e vomitei café com licor de losna, - meu café da manhã, falei, esquecendo que havia alguém em casa. Voltei para o quarto tremendo, ele me esperava lá com um remédio e um copo de água, mais uma fatia de pão – remédio de estomago vazio não é uma boa combinação, falou ele. Comi o pão, tomei o remédio com a água que tinha gosto de cloro, tinha gosto de piscina, sabe? Falei isso, mas acho que ele não escutou, acho que nem eu mesma escutei. Não falei mais nada. Não tinha o que falar, meu estado louco, depressivo, rebelde, de menina mimada que quer ser cuidada mas não aceita os cuidados de ninguém, falava tudo. Tudo. Eu não sabia de mais nada. Ele me aconchegou no seu colo, fazendo meu corpo esquentar, eu tremia, ele cantava Chico Buarque “... não, não fuja não, finja que agora eu era o seu brinquedo, era o seu pião, o seu bicho preferido...” E eu me perguntava, - o que é que a vida vai fazer de mim? O que? O que? Ele continuava a cantar. A música respondia.

O gato me acordou, miando, e antes que alguma coisa pudesse acontecer, mandei trocar a fechadura, e fui embora.

O sol sumia por entre as nuvens, e eu lembrei do cheiro de bolo de fubá da minha avó, misturado com o cheiro das hortênsias do quintal da casa dos meus pais, e minhas pernas, fracas do tempo perdido, voltaram-se até onde eu podia ver o inicio do rio, tornaram-se fortes, feito cavalo galopante, corri e me joguei nas águas turvas, sorrindo. Longe, podia ver minha mãe, com a toalha branca nas mãos, chamando meu nome.





Santa Maria, 19 de maio de 2010.






Mariana Moro da Silva

Qualquer lugar


Joana permaneceu estática, fumando qualquer cigarro que achou jogado ao chão do seu quarto revirado, acendeu no instante em que ouviu a batida da porta, sentindo o gosto de cigarro barato, bom o gosto, forte. Não correu atrás, nem mesmo levantou-se da cama, jogou o seu corpo para trás, com uma leveza, soltando a fumaça do cigarro barato, vendo surgir no teto do quarto escuro qualquer imagem que a fumaça fazia por si só, e sentindo surgir um sorriso canto de boca, querendo esconder qualquer coisa que pudesse surgir, qualquer coisa como sentir.


Agora ela poderia colocar o som alto, dançar pela casa, cantar desafinada, correr pela casa fumando um cigarro, deixando cair as cinzas em qualquer lugar, sem se preocupar, e foi o que fez durante os dias que se seguiram, até o dia em que, num repente, em meio a dança pela casa, ouvindo blitz e mascando chiclete, sentiu um aperto no peito, e era como se o seu corpo todo, todinho, estivesse se diluindo, e ela virava nada, nada no chão da casa.

Refugiada dentro do próprio corpo, longe de todos, escondida do mundo, sentiu o abraço do alguém que ela não via. Jogou-se na cama, fumando filtro vermelho, viu fumaça formar canalhamente um coração, e sentiu lagrima rolar no seu rosto, e sentiu, e sentiu, e sentiu.

Tarde demais pra correr atrás, pensou Joana, jogando com leveza seu corpo para trás, sorriso canto de boca, lágrima nos olhos, mascando chiclete e ouvindo blitz com um cigarro na mão, soltando as cinzas em qualquer lugar. Qualquer lugar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A rosa na mão

Tinha uma rosa na mão
Em passos lentos
Comendo a minha dor
Foi então
Que de longe a vi
Sorrindo a tristeza
Chorando por mim
Meu doce amor
Calou minha boca
Com tamanha tristeza
Arrancou-me a rosa da mão
Foi-se embora
Deixando-me para trás
Ainda vi
O seu olhar
De longe acalentando-me
Numa despedida
Num adeus
Marcando meu coração
Cravejando-o dos espinhos
Da rosa
Que não lhe dei.

Rodando

Ventava forte. Belo dia você resolveu voltar. Fazia frio, muito frio, as gotas de água quase tornavam-se brancas, e eu estava a te esperar. Capa longa preta até os pés, luva, várias meias, manta, tudo negro, como o de costume.Tentei me aquecer de todas as formas possíveis, mas meu corpo permanecia gelado, era o nervosismo, a ansiedade em lhe ver, o ataque cardíaco estava no inicio, coração batia tão rápido ou quase parava, eu não sei definir, não era uma coisa boa, não, não era, eu queria que isso acabasse logo, mas ainda demoraria pra você chegar, fui cedo, muito cedo, praça, um banco, algumas carteiras de cigarro e uma discreta garrafa de whisky pra passar o tempo. Na verdade não lembro de termos combinado hora, lembro apenas do dia, mês, e ano, jamais esqueci. Então, durante todo esse dia eu iria permanecer ali a sua espera, mesmo que não acreditasse muito que você voltaria, mas sabe como é, sempre tive essa coisa pulsando dentro de mim, confiar até o prazo terminar, as palavras que dito não são ao vento.


Sentei-me no banco, protegido pela aquela coisa de que sempre falávamos, mas esqueci o nome dela agora, um circulo, com um teto, redondo, o teto. Enfim, é muito mais bonito do que descrevi, lógico.

Baby, a cidade estava vazia, como se tornou pra mim quando você partiu, mas nesse caso era eu quem não notava a presença de ninguém, também, pudera, quem sairia em pleno inverno, frio, vento, e gotas de chuvas quase brancas pelas ruas, só os apaixonados e os bêbados, ou os bêbados apaixonados, porém esses são sozinhos, bem, eu estava como eles, a garrafa de whisky na mão não deixaria eu contradizer-me.

Enquanto o tempo passava, pensei em tantas coisas, em todas as coisas que já ousamos falar, direcionamos tantas ferocidades um ao outro, mas baby, passamos tantos momentos juntos, únicos, mágicos, de uma pureza nem um pouco sacra. Seu sorriso, foi a única coisa da qual fiz questão de guardar aqui dentro, aqui sabe baby, nesse lugar aonde passa um filme sem que ele seja gravado, aonde eu posso guardar tanta coisa que não quero mais, e fica assim, apertado, doido de tanta lembrança amarrotada num só lugar pelo simples orgulho, ferido, diga-se de passagem, porém orgulho. Via o seu sorriso que era pra ver se surgia algum dele no meu rosto, mas não me olhava no espelho pra isso, não surgiriam sorrisos bonitos no meu rosto. Não mais.

Durante a noite, baby, eu implorava por você. As lembranças insistiam em fugir durante as noites chuvosas, eu chorava, eu chorava de dor, raiva, saudade, baby, eu chorava de saudade.

Eram poucas as ligações, embora você tivesse dito, e tivesse feito com que eu acreditasse fielmente, que me ligaria todos os dias. A primeira ligação só foi acontecer por que eu, quase morto de ansiedade, fiz questão de lhe procurar, em vão, pois liguei a fim de ouvir declarações, gritos de saudade ao telefone, e o que ouvi foi o susto na sua voz ao ouvir a minha, tornava-se repetitiva, “ e ai, como está? Alguma novidade?”, sem saber como lhe tratava, deixava escapar um “amor” em meio as minhas perguntas sedentas de carinho, envergonhando-me do outro lado da linha. As tuas perguntas me soaram irônicas nesse dia, desde então, nunca mais fiz questão de lhe telefonar. Você também não fazia.

Tentei manter uma certa ordem na minha rotina, tirando você dela. Comecei aos poucos, certo de que no final você teria sumido completamente da minha vida, foi como um tratamento contra qualquer tipo de dependência, eu tinha crises de abstinência, contorcia-me durante a noite, chamava teu nome, sussurrava pequenas palavras de amor.

Dei-me conta de que amava bem mais do que imaginava ser amado, em pequenas atitudes minhas das quais, por deus, desejei jamais ter-las feito, como aquela vez, na qual desesperadamente fui lhe encontrar, quis fazer feito cena de filme, sai correndo na chuva, em meio as pessoas me olhando nas ruas movimentadas da cidade em plena terça-feira as 14 horas, não tinha como lhe avisar que demoraria, que tive meus contratempos, mas por você, eles não existiam, era você quem me importava, e eu fui, deixando de lado a minha timidez, correndo, correndo, com a confiança de que você estaria me esperando lá, no local combinado, na hora combinada, com um sorriso estampado no rosto, e daríamos um beijo molhado, acompanhados de olhares fraternos, por que eu não me importava em estar todo molhado, nem que metade de cidade estivesse me achando um maluco, desvairado, se fosse por você, se você estivesse ali. O corpo molhado só foi me preocupar quando vi que você não estava lá. Completamente sozinho, para aonde eu iria? Não me passou pela cabeça essa possibilidade. Só não poderia imaginar que isso lhe importasse tanto.

Cenas de filme não dão certo.

Eu te amei tanto, pensava ali, sentado naquele banco, agüentando o frio, o vento sobre meu rosto, eu te amei tanto, eu te amei tanto...

Me perdi dentro de ti, não me encontrava mais, entrei em desespero, quem sou eu? quem verdadeiramente sou eu? Eu não tinha respostas.

De repente, um estalo inefável surgiu, olhei a minha volta, olhei verdadeiramente a minha volta. Olhei para mim. Eu, um cara solitário, abandonado, tolo e inocente, a espera de alguém que nem mesmo conhecia mais. Havia passado tantos anos.

Levantei-me!

E fui ao cinema.

Se você voltou? Não sei. Mas o filme que assisti era muito bom.



Só.

Acordo tarde
E tomo uma xícara de café
Envolta em um cobertor
Leio alguns livros
Cantarolo alguma canção
Sozinha pela casa
Um cigarro na mão
Deixei para chorar
Você depois
Depois, não consegui
Mais chorar você
Até parece tortura
Guardei você num canto
Acho
E não te acho
Te acho
Mas não acho a dor
Embora doa
Sempre dói
Corrói
Destrói
Cadê?
A dor que quero chorar
Hoje, amanhã,
Até meus olhos
Se renderem
Perderem.
Perder.
Eu perdi.
Me rendi, sofri.
Sofro, só, uma dor perdida.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Soooooooopro



Nem anoiteceu
e eu já estou com sono.
Você cria vários planos
no final
o que você ganha é um amontoado de sonhos
ilusões doloridas
corrompidas
Na alma...
Na alma
a dor lateja
A sua mão sua frio
carregando a segurança
que escorre entre os vãos dos dedos.
E então você corre
corre
corre
tentando aliviar
sabe-se lá o que
O que você espera todos os dias
é que anoiteça
e enquanto ainda é dia
os olhos não se fecham
por mais cansado que seu corpo
físico
e não físico
estejam
os olhos não se fecham
a mão direita segura um cigarro
a fumaça do cigarro segura você
E então
você corre...
corre até a árvore gigante
e o campo de violetas
você corre...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O texto mais feliz do blog

Eu gostaria de ser uma pessoa porra louca, nada me afeta, nada me importa, mas devido a circunstâncias das quais eu não tenho conhecimento, me tornei esse ser passional, preenchida de sentimentos, tudo me afeta, tudo me importa.
Eu choro quando ouço uma musica mais sentimental, sem nem mesmo saber por que, sem mesmo saber o que dói, por que dói, às vezes, nem dói, mas eu choro.
Minha irmã esses dias me falou, "Mana, tu é muito romântica, né?" paralisei na resposta, por que assim, de fato, nunca achei que eu fosse uma pessoa romântica, foi então que me deparei com essa suposição, e cena por cena fui juntando as coisas das quais eu mais gosto, e surpreendi-me com um ser extremamente romântico, sofredor, sensível... um bicho medroso, nada, nada daquela aparência forte que eu tento transparecer, tenho medo do toque, e me coloco dentro de m vidro, afastando todos de mim para que não vejam esse lado frágil, uma pessoa frágil é bem mais fácil de ser atingida, mas nunca adiantou, sempre fui atingida, mesmo que com o menor dos toques, e eu sempre vou lembrar deles, por menores que eles tenham sido.
Minhas loucuras devêm de uma fuga daquilo que eu tenho receio de ser. Não posso controlar nada, nem mesmo a mim. Minhas dores são inefáveis, nem eu as conheço. Por um momento eu pensei que pudesse ser humano mais solitário do mundo, foi quando recebi ligações dos meus melhores amigos, quase que assim, num aviso, posso não te ver muito, mas você é importante, portanto, perdure aqui conosco, precisamos de você, nem que seja pra ficarmos um do lado do outro num silêncio invasor olhando o sol se pôr. E eu me senti feliz. Eu descobri que sou feliz, e que na banalidade da frase, eu tenho muito que comemorar nesse ano que passou.
Tentarei postar um conto novo amanhã, ainda, sim, na depressão da minha veia literária.
Para todos que acompanham meu blog, um feliz 2010!